terça-feira, 5 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O passageiro

Ele era passageiro, e por isso passou.
Passou tão rápida e vertiginosamente que nem notou
Foi um processo sem dó, sem dor, apenas dormente...
E assim como ele não notou, muitos também nem notaram
E nem tomaram nota, apenas fecharam a porta.
Voltaram-se mudos e calados pra rotina e pra própria sina!
As coisas que importavam não eram importantes, estas sobreviveram
As outras entraram no eixo, no processo da engrenagem...
E ele estava ali... reciclado... feito de matéria bruta...
Estava no aguardo de outro sistema que viesse lhe digerir!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Cena

Juro que queria ser falso também!
E me abster de tecer comentários,
talvez às vezes até infundados.
Mas já estou afundado
e até o pescoço tomado
deste sarcasmo profundo
Que vem e impregna o mundo
Porque não enfrentas mudo e calado
Ao invés de me vir com enfados
Cercando-me com setas por todos os lados
Crias uma cena viu e torpe em cima do seu imaginário
E quer que eu participe com arroube deste seu cenário
Horas! Porque não arrumas outro otário!

VALORES!


O que são valores?
O preço que você pode pagar em algum bem ou serviço?
Ou valores sociais e familiares que você aprende durante sua vida?
Ou ainda valores naturais que você aprende sozinho com a percepção do seu entorno?
Decida você o que são ou não valores!
Não deixem que façam isso por você, nenhum tipo de voz ou mídia...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Às vezes

Às vezes é necessário
observar-se o que se acha feio
Para descobri nele
a beleza escondida
Às vezes, por poucos minutos,
é preciso embreagar-se e
abster-se de quem quer
lhe atacar, lhe roubar a alma
furtar o seu sorriso...
e te lançar num mar de agonias!
Às vezes é necessário rever
os reveses e faze-los
jogar a nosso favor!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

No princípio

Quantas vezes ficamos do outro lado do portão
E o tempo se esvai, se vão, em vão...
Como um tufão...
E nós lá, no portão, com o coração na mão...

Quantas vezes eu morri e sobrevivi
Com essa palavra doce presa na boca: amor
Nem sabia se tinha gosto ou teor
Mas só de tê-lo era um grande ensejo, um desejo

Hoje o tenho em grandes porções
Mas aquele gosto primeiro!
Ah! Ele é simplesmente único...

copyright©http://alchemist-projeto-alquimia.blogspot.com/

terça-feira, 17 de maio de 2011

Alma de poeta

A alma de um poeta é como um imenso rio.
Tumultuoso, caudaloso.
Mata a sede de quem dele quer beber
E é atraído pelo vasto e verde mar!
A alma de um poeta não conhece obstáculos
Pactua com a tristeza para de pleno acordo
Viverem bem este relacionamento.
Mas ama de paixão a vida e tudo que ela lhe pode oferecer
A Morte?
É apenas mais uma amiga que um dia irá lhe visitar
Convidando-o para fazer uma grande jornada
Que ele de bom grado aceitará

copyright©http://alchemist-projeto-alquimia.blogspot.com/