Estamos presos, trancados, largados a ermo
Envoltos pela neblina densa do sistema
Oprimidos pela vã filosofia, tosca do governo
Que já perdemos contato com nosso “eu” mais profundo
Da ingenuidade pura de uma criança...
Envelheceram-nos prematuramente, nossos corpos e mentes
Que não temos tempo de um sorriso despretensioso
Tudo são matérias, capitais, dividas e tudo mais...
Cegaram-nos e escravizaram-nos, com grilhões torpes
De míseros trocados de pão e circo...
Que nossos olhos se prendem fixamente
Na caixa hipnotizante de cenas e imagens gravadas.
Enquanto isso lá fora existe um mundo diverso e paralelo
Não o mundo de carros e congestionamentos
Não o mundo do ar e som poluídos
Mas sim o mundo que ainda teima em sobreviver
Do sol que nasce e dorme todos os dias
Do pássaro que sobrevoa manso pela sua morada
Da chuva torrencial e barulhenta
Do sopro do ar em forma de vento
Pois então, não temos tempo nem segundo
Para um breve olhar rotundo
Do entorno que nos cerca
Pois estamos dominados
Pela cultura nefasta do materialismo...
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Sonho
O sonho é algo que ainda não se realizou.
O fato que não aconteceu, apenas se idealizou.
Uma centelha, uma miríade de desejos vastos,
contidos ou não, dentro de uma alma imaginativa!
Porém, para que o ideal se torne realidade,
é inevitável passar-se por este processo.
Mesmo correndo-se todos os riscos
possíveis e imaginários, de estradas íngremes e tortuosas.
Até a possibilidade vã da mais torturosa decepção
Aqueles que não se arriscam e vivem os dias,
meses e anos, seguros na rotina de seu destino.
Guardam a si mesmos, presos no ostracismo do tédio
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Democracia Corinthiana!
Primeiramente, parabéns aos corinthianos pelo seu futuro-novo estádio. Há muito que mereciam isso. São amigos, irmãos da gente que trabalham ou vivem conosco, que já torceram junto (se bem que contra) e souberam dar um abraço amigo, seja na vitória ou na derrota.
Considero esse texto um desabafo geral de um torcedor sem camisa ou de camisa verde-amarela, como queiram.
Seria mesmo necessário esperar cem anos para construção de um estádio para nação corinthiana? Qual a verdadeira face por trás de tanto barulho? O eco dos gritos do povo inibem o verdadeiro burburinho. Pão e circo ao povo como nos tempos de Roma. E por falar em Roma, era justamente lá que existia o Coliseu, onde os gladiadores travavam lutas de vida ou morte, ironia... Espero que os arredores do estádio não se tornem coliseus...
Politicagens mil em cem anos. Elites Tricolores comprovaram: quem muito quer nada tem! Quem sabe na Copa que vem!
A massa! Isso sim é lindo, incompreensível e enigmaticamente irracional! A massa!
Pula, grita, festeja o grito de gol! Magnífico!
A muito, acredito que mais de cem anos. Que o povo paulista necessita de um hospital do servidor público bem localizado. Quem sabe em Itaquera! Com fácil acesso, quem sabe, perto do metrô...
Politicagem... Democracia... Governo do povo, para o povo e pelo o povo!
O povo quer futebol! Então, futebol pra eles!
Considero esse texto um desabafo geral de um torcedor sem camisa ou de camisa verde-amarela, como queiram.
Seria mesmo necessário esperar cem anos para construção de um estádio para nação corinthiana? Qual a verdadeira face por trás de tanto barulho? O eco dos gritos do povo inibem o verdadeiro burburinho. Pão e circo ao povo como nos tempos de Roma. E por falar em Roma, era justamente lá que existia o Coliseu, onde os gladiadores travavam lutas de vida ou morte, ironia... Espero que os arredores do estádio não se tornem coliseus...
Politicagens mil em cem anos. Elites Tricolores comprovaram: quem muito quer nada tem! Quem sabe na Copa que vem!
A massa! Isso sim é lindo, incompreensível e enigmaticamente irracional! A massa!
Pula, grita, festeja o grito de gol! Magnífico!
A muito, acredito que mais de cem anos. Que o povo paulista necessita de um hospital do servidor público bem localizado. Quem sabe em Itaquera! Com fácil acesso, quem sabe, perto do metrô...
Politicagem... Democracia... Governo do povo, para o povo e pelo o povo!
O povo quer futebol! Então, futebol pra eles!
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
O real e o imaginário
Somente os infelizes vivem
em tempo integral na dita realidade
Bom mesmo é atravessar a ponte em “Terabítia”
Adentrar a terra de “Nárnia” e conhecer elfos!
Na verdade os loucos conseguem frações de alegria
Pois conseguem apartar-se por horas deste mundo medonho
Onde vivem capitalistas vil e odiosos
Políticos insensíveis que vendem a alma por dinheiro
Religiosos decadentes que usurpam a inocência das crianças
Um viva! ao mundo real cheio de abominações
Deixem-me por horas e dias neste mundo insólito chamado fantasia
E quando o mundo moderno roubar a ilusão de todas as crianças
Decrete-se o fim do mesmo!
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em tempo integral na dita realidade
Bom mesmo é atravessar a ponte em “Terabítia”
Adentrar a terra de “Nárnia” e conhecer elfos!
Na verdade os loucos conseguem frações de alegria
Pois conseguem apartar-se por horas deste mundo medonho
Onde vivem capitalistas vil e odiosos
Políticos insensíveis que vendem a alma por dinheiro
Religiosos decadentes que usurpam a inocência das crianças
Um viva! ao mundo real cheio de abominações
Deixem-me por horas e dias neste mundo insólito chamado fantasia
E quando o mundo moderno roubar a ilusão de todas as crianças
Decrete-se o fim do mesmo!
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Viva Vida
E a vontade de ser livre,
Deixou-me disperso, leve!
Alcei vôo sem compromisso algum,
Simplesmente levitei...
Levitei da vontade inconstante e súbita!
Criada e nascida no mais profundo âmago d’alma,
Da consciência plena e precisa da existência única,
De sua importância e da sua fundamental meta como ser!
E mais que isso, da certeza translúcida,
Da sua companhia, perto ou distante.
Coração presente, dado, doado, repartido.
Da sua alma irmã, amiga e incondicional!
E regendo tudo isso, maestralmente,
Uma força onipotente e sempre presente:
O criador, de tudo e de todos.
E eis que aqui um bravo, um aplauso.
Saúdo a vida
A mas bela cena.
A cada dia
Seja ela, comédia, tragédia ou romance...
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Deixou-me disperso, leve!
Alcei vôo sem compromisso algum,
Simplesmente levitei...
Levitei da vontade inconstante e súbita!
Criada e nascida no mais profundo âmago d’alma,
Da consciência plena e precisa da existência única,
De sua importância e da sua fundamental meta como ser!
E mais que isso, da certeza translúcida,
Da sua companhia, perto ou distante.
Coração presente, dado, doado, repartido.
Da sua alma irmã, amiga e incondicional!
E regendo tudo isso, maestralmente,
Uma força onipotente e sempre presente:
O criador, de tudo e de todos.
E eis que aqui um bravo, um aplauso.
Saúdo a vida
A mas bela cena.
A cada dia
Seja ela, comédia, tragédia ou romance...
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Eterno
Eternamente, ilógico!
Na amplitude desta palavra,
Não alcanço começo e nem fim.
Eternamente, divago!
Na falta de sinônimos.
Cito eu, cito você.
Eternamente, o que?
Na falta de respostas,
Cala e pensa no que te faz feliz.
Eternamente, só palavra?
Na verdade, não sei,
Procura esta resposta bem dentro de ti
O eterno seria ilógico se existisse fim, mas divago profundamente nesta questão e adianto de antemão.
O que?
Que tudo é eterno, porém não existindo continuamente da mesma maneira e forma, e sim, sofrendo várias metamorfoses e transformações.
E a palavra não é nada mais que uma representação do que vai ao sentimento, sofrendo conseqüentemente estas mutações.
Então nada se finda, somente se modifica, o que hoje é paixão pode se acalmar e abrandar e se apagar, mas num sopro profundo pode reacender ou acender em outro lugar.
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Na amplitude desta palavra,
Não alcanço começo e nem fim.
Eternamente, divago!
Na falta de sinônimos.
Cito eu, cito você.
Eternamente, o que?
Na falta de respostas,
Cala e pensa no que te faz feliz.
Eternamente, só palavra?
Na verdade, não sei,
Procura esta resposta bem dentro de ti
O eterno seria ilógico se existisse fim, mas divago profundamente nesta questão e adianto de antemão.
O que?
Que tudo é eterno, porém não existindo continuamente da mesma maneira e forma, e sim, sofrendo várias metamorfoses e transformações.
E a palavra não é nada mais que uma representação do que vai ao sentimento, sofrendo conseqüentemente estas mutações.
Então nada se finda, somente se modifica, o que hoje é paixão pode se acalmar e abrandar e se apagar, mas num sopro profundo pode reacender ou acender em outro lugar.
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Razão
A razão de quem ama não existe.
Quem ama, ama sempre sem razão.
Ama-se tolamente, compassadamente.
Quem ama não espera conselhos!
Não tolera conselhos...
Ama-se totalmente de alma plena.
A visão de quem ama é única!
Unicamente o ser amado...
Ama-se impulsivamente dia a dia.
A razão de quem ama reside
na própria razão de ser, de si viver...
a cada dia, a cada momento
uma grande história de amor!
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Quem ama, ama sempre sem razão.
Ama-se tolamente, compassadamente.
Quem ama não espera conselhos!
Não tolera conselhos...
Ama-se totalmente de alma plena.
A visão de quem ama é única!
Unicamente o ser amado...
Ama-se impulsivamente dia a dia.
A razão de quem ama reside
na própria razão de ser, de si viver...
a cada dia, a cada momento
uma grande história de amor!
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