domingo, 25 de outubro de 2015
O Escritor
Cuidado!
O escritor está armado
E seu fuzil carregado
A tinta flui...
O escritor atira a esmo...
Sem alvo!
Este é que se molda e
Se encaixa no texto
Coloca o peito a mostra
Até ser alvejado
Depois chora a dor do impacto!
Culpa o escritor...
Mas que culpa ele tem?
Talvez de ter puxado o gatilho!
Click! Clack! Tinta no papel...
Mais uma vítima!
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domingo, 18 de outubro de 2015
CABALA - 13 – O CAMINHO DA CABALA
13 – O CAMINHO DA CABALA
O caminho da Cabala é um logo e difícil período de reavaliação das metas pessoais na vida de uma pessoa, de reavaliação do ser, de uma clara definição da direção dos seus desejos, de uma verdadeira avaliação das forças motivadoras de suas ações, da tentativa de superar os desejos do corpo e as exigências da razão, além de captar por completo o poder do egoísmo.
O caminho da Cabala é, ao mesmo tempo, um duro e prolongado período de sofrimento para tentar satisfazer os próprios desejos. É um período de desilusão em que a pessoa é incapaz de encontrar um “enfoque” genuíno das aspirações pessoais. É o momento de perceber que a única saída da máxima fonte de sofrimento (egoísmo) é a mudança para os pensamentos altruístas, os quais excluirão qualquer pensamento sobre si mesmo, conduzirão, gradualmente, a pensamentos sobre o Criador. Estes últimos, por sua vez, suscitarão tamanhas sensações agradáveis de serenidade, que a pessoa não desejará pensar em qualquer outra coisa.
Apenas depois de ter passado por todas as etapas do desenvolvimento espiritual inicial – o caminho da Cabala -, começaremos a perceber a luz superior - a luz da Cabala -, que brilha mais e mais sobre nós à medida que ascendemos em cada degrau da escada espiritual que nos conduz à fusão máxima com o Criador.
Portanto, a totalidade de nosso caminho compreende duas partes: o caminho da Cabala e a luz da Cabala.
Para ler mais:
sábado, 17 de outubro de 2015
Hoje no Clube do Livro: Uma Breve História do Cristianismo - Geoffrey Blainey
George Blainey, 82 anos, historiador, autor de 35 livros, entre os quais Uma Breve História do Mundo, é o autor do recém-lançado Uma Breve História do Cristianismo, Ele e seus editores demonstram preocupação em aproximar o texto de leitores comuns: as 334 páginas são divididas em 31 capítulos curtos com títulos atraentes e frases de destaque, além de uma linguagem acessível e oito mapas explicativos no inicício do livro.
Blainey é tido como um dos australianos mais influentes. Em mensagem ao redador de Ultimato, ele conta que escreveu "em parte na tentativa de satisfazer minha própria curiosidade sobre o cristianismo e sua longa história" e acrescenta: "Tentei ser justo com aqueles que, no passado, abraçaram diferentes crenças. Pesquisando e escrevendo sobre o livro aprendi, [...] cheguei à conclusão de que o cristianismo tem renascido de novo e de novo e, portanto, eu não concordo totalmente com aqueles que preveem que seu declínio na Europa é permanente". Blainey se declara protestante, de origem metodista; diz que vai a várias igrejas ao longo do ano e, quando no exterior, participa de cultos católicos e ortodoxos.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Desbunde
A bunda
Abunda o imaginário masculino
Grande ou pequena! Rotunda!
Tal qual a imensa Lua,
Hipnotizam o incauto!
Mais no fundo no fundo,
Toda bunda não é a mesma bunda?
E te digo, que uma bunda não é nada!
Se não vier junto com um sorriso e um cérebro!
Nada mais é que um simples devaneio…
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Dicionário:
Desbunde
Substantivo masculino
1.ato ou efeito de ficar deslumbrado, extasiado com alguém ou algo.
2.p.ext. pessoa ou coisa deslumbrante, que causa impacto.
"o irmão dela é um d."
domingo, 27 de setembro de 2015
Projeto Alquimia - Alquimia do Corpo - ELEMENTO INTESTINO
ELEMENTO INTESTINO
Cinco hábitos que melhoram o funcionamento do intestino
A constipação intestinal ou prisão de ventre é uma das queixas mais frequentes nos bate papos informais e consultórios médicos. É considerado dentro do normal no indivíduo adulto que evacua de duas a três vezes por dia ou até de dois em dois dias, pois o hábito intestinal é bastante variável entre as pessoas, dependendo de diversos fatores, desde clínicos até emocionais.
A causa mais comum da constipação intestinal crônica é a baixa ingestão de fibras, que são encontradas principalmente em frutas, verduras e grãos. As fibras são essenciais para que o intestino funcione com regularidade, já que elas aumentam o volume das fezes e retêm líquidos nas mesmas, fazendo com que as fezes se tornem mais pastosas e fáceis de eliminar. Assim, a dieta e ingestão de líquidos têm papel fundamental para o bom funcionamento do intestino.
O uso continuo de laxantes sem supervisão acaba "viciando" o intestino, levando a necessidade de aumentar a dose até o ponto em que ela não fará mais efeito.
Para ler mais:
https://projetoalquimia.wordpress.com/2014/05/18/alquimia-do-corpo/#alquimia7
domingo, 13 de setembro de 2015
O PODER DOS SÍMBOLOS III - FÊNIX
Fênix é um pássaro lendário da mitologia grega, que morria, mas depois de algum tempo renascia das próprias cinzas. O pássaro fênix, antes de morrer, entrava em combustão, para depois renascer.
A fênix possuía uma grande força, capaz de transportar pesadas cargas durante seu voo, chegando ao ponto de carregar até mesmo elefantes. Segundo a mitologia, as lágrimas da fênix possuíam características curativas.
Na Antiguidade, a fênix era um ser venerado por vários povos, como os egípcios, principalmente os habitantes de Heliópolis, onde a fênix era vista como a reencarnação do deus Rá.
A fênix também tem o poder de se transformar em uma ave de fogo muito parecida com uma águia. Pela sua morte diferente, a fênix tornou-se um símbolo de força, da imortalidade e do renascimento. É uma das figuras mais representadas pelas pessoas que fazem tatuagens no corpo.
Para ler mais:
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Apenas um saxofone
(...)A
primeira vez que nos amamos foi na praia. O céu palpitava de estrelas e fazia
calor. Então fomos rolando e rindo até às primeiras ondas que ferviam na areia
e ali ficamos nus e abraçados na água morna como a de uma bacia. Preocupou-se
quando lhe disse que não foram sequer batizadas. Colheu a água com as mãos e
despejou na minha cabeça: “Eu te batizo, Luisiana, em nome do Padre, do Filho e
do Espírito Santo. Amem.” Pensei que ele estivesse brincando mas nunca o vi tão
grave. “Agora você se chama Luisiana”, disse beijando-me a face. Perguntei-lhe
se acreditava em Deus. “Tenho paixão por Deus”, sussurrou deitando-se de
costas, as mãos entrelaçadas debaixo da nuca, o olhar perdido no céu: “O que
mais me deixa perplexo é um céu assim como este”. Quando nos levantamos correu
até a duna onde estavam nossas roupas, tirou a fralda que cobria o saxofone e
trouxe-a delicadamente nas pontas dos dedos para me enxugar com ela. Aí pegou o
saxofone, sentou-se encaracolado e nu como um fauno menino e começou a
improvisar bem baixinho, formando com o fervilhar das ondas uma melodia terna.
Quente. Os sons cresciam tremidos como bolhas de sabão, olha esta que grande!
Olha é capaz de ficar assim nu naquela duna e tocar, tocar o mais alto que
puder até que venha a polícia? Eu perguntei. Ele me olhou sem pestanejar e foi
correndo em direção à duna e eu corria atrás e gritava e ria, ria porque ele já
tinha começado a tocar a plenos pulmões.
Minha
companheira do curso de dança casou-se com o baterista de um conjunto que
tocava numa boate, houve festa. Foi lá que o conheci. Em meio da maior
algazarra do mundo a mãe da noiva trancou-se no quarto chorando, “veja em que
meio minha filha foi cair! Só vagabundos, só cafajestes!...” Deitei-a na cama e
fui buscar um copo de agua com açúcar mas na minha ausência os convidados
descobriram o quarto e quando voltei os casais já tinham transbordado até ali,
atracando-se em almofadas pelo chão. Pulei gente e sentei-me na cama. A mulher
chorava, chorava até que aos poucos o choro foi esmorecendo e de repente parou.
Eu também tinha parado de falar e ficamos as duas muitos quietas, ouvindo a
música de um moço que eu ainda não tinha visto. Ele estava sentado na penumbra,
tocando saxofone.
A
melodia era mansa mas ao mesmo tempo tão eloquente que fiquei imersa num
sortilégio. Nunca tinha ouvido nada parecido, nunca ninguém tinha tocado um
instrumento assim. Tudo o que tinha querido dizer à mulher e não conseguira,
ele dizia agora com o saxofone: que ela não chorasse mais, tudo estava bem,
tudo estava certo quando existia o amor. Tinha Deus, ela não acreditava em
Deus? – perguntava o saxofone. E tinha a infância, aqueles sons brilhantes
falavam agora da infância, olha aí a infância!... A mulher parou de chorar e
agora era eu que chorava. Em redor, os casais ouviam num silencio fervoroso e suas
carícias foram ficando mais profundas, mais verdadeiras, porque a melodia
também falava do sexo como um fruto que amadurece ao vento e ao sol.(...)
Melhores Contos - Fagundes Telles,
LYGIA, Apenas um saxofone, Pág.26/27
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